Ensaio fotográfico, realizado com pouca manipulação gráfica e baixa tecnologia, utilizando-se câmera de 8mp, de um smartphone de uso pessoal.
As fotos foram baseadas na estética barroca, com ênfase no contraste entre o claro e o escuro, adotando-se também uma releitura do gênero
Vanitas (pinturas dos séculos XVI e XVII na Europa), dialogando com o contemporâneo e com a interface da fotografia com a pintura.
Na temática abordada neste Ensaio – “O ato de comer e seus sinônimos” –, é possível perceber a comunicação entre as 05 fotografias
selecionadas por mim para a exposição durante a 68ª SBPC em Porto Seguro - BA, quando o público é convidado a lançar seu olhar para cenas que
podem ser sinônimos visuais para a palavra comer. Relacionando-se com as fotografias, o público será capaz de captar/construir sentidos de
acordo com o seu ponto de vista cultural e artístico.
As fotografias questionam uma visão de sustentabilidade a partir do momento em que foram utilizados em suas composições alguns elementos
que antes seriam descartados no lixo, mas que foram reciclados visualmente para compor o quadro de objetos nas fotos. Como lugar comum ou
verdade tecno-científica, como Vanitas contemporâneo, a lógica do “nada se cria, tudo se transforma” sustenta/estrutura a estética que
investigamos neste Ensaio.
Nenhum efeito gráfico foi aplicado a partir de outra tecnologia nas fotos, sendo a manipulação de contraste e brilho controlada somente pelo
smartphone, experimentamos assim a convicção de que não é necessário altos custos para produzir um projeto estético que seja expressivo.
Para a exposição fotográfica “Vanitas Contemporâneo”, as fotos deste ensaio foram impressas em tamanho 40x30 em lona e fixadas em telas de madeira, próprias para pintura.






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